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gosto tanto de ti

gosto tanto de ti
que custa-me manter o equilibrio da vida
quando não estás presente

amo-te

Passam quinze minutos..

Passam quinze minutos das dez da manhã, olho para o lado e não vejo ninguém. Toco-te mas tu não me sentes. Olho-te, digo-te bom dia, se dormiste bem, se queres o pequeno almoço, mas o silêncio apodera-se da resposta e eu fico sem saber o que fazer, como se estivesse à beira da loucura, e faltasse só um bocadinho tão pequeno que nem cabe nas palavras, para que tudo se transforme e fique tudo como devia ser, do outro lado disto que chamamos vida.

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Eu tento ..

Eu tento ser racional, pensar que as coisas são como são, porque tudo depende do que fazemos, tudo depende das nossas acções, mas isto é nos bons momentos, porque quase nunca consigo ser racional e deixo-me sempre levar pelo coração, pela emoção, pela estupidez dos sentimentos, sim, porque sofre-se e sente-se ao mesmo tempo, dois sentimentos que se complementam, por muito que custe, por muito que me arrependa do que tenha feito há tantos dias que já não me lembro quantos foram, foram muitos porque os sinto na pele, quando respiro, quando choro. quando me levanto de manhã e tenho que carregar com o peso da tristeza e dos sentimentos que podiam ter sido e que não são .

touch my heart,

touch my heart,

please?

....

touch my soul,

please?

will you...

touch my body,

please?

.

eu tu nós sorrisos línguas toques sensações olhos orelhas dentadas nós dentes arrepios olhares festas dormir acordar abraçar apertar morder brincar barriga pernas mãos dedos pés festas sentir (muito) eu tu nós

Volta!!!!!!!!!

Não suporto esta saudade louca da tua boca doce! O último beijo passou-me um suave veneno que está a consumir-me e a deixar-me doida de desejo de te tocar e de te amar! De cerrar-te violentamente no meu calor, sentir o bater descompassado do teu coração. Ver-te exaltado, tomado de desejo e tomar-me de uma forma única, agressiva de tão suave e dolorosa de tanto prazer que proporciona.

És tão lindo, tão doce, mas bruto nesse olhar atraente e poderosos em cada palavra! Palavras que atordoam! Tens esse sorriso malandro… que m puxa intensamente.

toque

toque

quando sinto o teu toque sinto que me tocas a alma

É sempre amor...

É sempre amor...

Enquanto eu conseguir falar palavra, ela será amor.
Amor é o sentimento constipado de felicidade, é uma nostalgia de presente, um bem-querer sem bem pensar. É aquele querer espremer, abraçar até tornar um, dois corpos. Amor é o sentimento pleno da paixão, é aquela calmaria que toda plenitude traz. É a ansiedade que toda tormenta produz, mas da terra, acalentada pelo ruído do mar, que perturba.


Costumava dizer que o amor era conseqüência da paixão. Ao senti-lo, vi que me enganei. O amor, se existe, coexiste com a paixão, é concebido no primeiro olhar. Paixão não dura sem amor. O amor subsiste em qualquer bafo de existência, permanece além da esperança, além das forças, além dos deuses. O amor é maior do que qualquer divindade suprema, mais forte que qualquer universo. O amor verdadeiro se basta. Com fome, frio e dor. O amor permanece. Quando nada mais restar, nem mesmo o ódio, oposto que confirma, resta o abraço quente do ser amado pra nos mostrar que existimos. Mais importante que isso: que coexistimos.
O amor, se amor, é eterno. Diferente da truculenta e voraz paixão que consome até se apagar, o amor alimenta. Não cessa de alimentar. É a energia em si, não consome, não exige, não precisa. Apenas é. Pra sempre é. Não morre com o corpo, não nasceu com ele. Surge e vive, eterno e plural, em dois corpos que decidiram deixar-se habitar. O amor não foge, não prende e não puxa. Atrai. O amor atrai, alimenta, seduz. Faz bem, ensina, constrói, edifica. O amor é aquela sensação do primeiro ao último beijo. Aquela certeza louca que nos obriga a sentir tudo sinceramente, a dizer tudo sinceramente. É o fim dos jogos das paixões juvenis, o início da loucura franca de dizer "pra sempre". O amor é a verdade da vida, a única certeza que temos. Nossos amores são nossos pilares, e nós somos os seus. Sorte de quem tem amor, um só, que seja.
Ou se ama, ou não se ama, verbo intransitivo fora da gramática dos céticos. Amores mesmo, são poucos os que trazemos conosco. O verbo amar só é pleno quando sujeito, complemento, objeto, substantivo, paradoxo. Minha família é meu amor. Meus amigos são meu amor. O pai dos meus futuros filhos é o meu amor, o meu amor que coexiste com a paixão. O meu amor-mar do filme sob os lençóis, do grito de eu te amo na beira da praia, do corpo que esquenta, dos olhos brilhantes, sempre meus. Ele é o meu amor eterno. Verdade franca, redundante, louca e crua. Sob as gargalhadas de nossas cócegas ao brincar de ser criança, está sendo dito, constantemente, o desabafo insanamente são do sentimento que vive dentro de nós e entre nós dois: te amo pra sempre.
Sem medo, sem dor.